Tijuca ganha duas novas livrarias

Para fidelizar público, filiais da Casa da Árvore e da Leitura apostam em acervo diversificado e atividades culturais

Rio – O bairro da Tijuca, na Zona Norte, acaba de ganhar duas novas livrarias. Em tempos de pandemia, a abertura da Casa da Árvore, na Rua Almirante Gavião, e da Leitura, no Shopping Tijuca, é um sinal de que o setor começa a retomar o fôlego. Dados da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ) mostram que a cidade tinha aproximadamente 204 livrarias e sebos em 2017, segundo o último censo feito pela entidade. De lá para cá, pelo menos 30 teriam fechado as portas.

Especializada em obras de cultura popular, história, política, religiões de matriz africana e temas sociais, a Casa da Árvore, que já conta com uma pequena loja na Pedra do Sal, na Zona Portuária, aposta num público segmentado e tem a rua como principal atrativo, como explica Dudu Ribeiro, de 38 anos, um dos sócios. “Nossa ideia é promover a cultura e valorizar a vivência da rua. Essa é a missão em que a gente acredita. O Rio pede isso! Uma cidade com mais livrarias é uma cidade mais viva. Quem for nos visitar, não vai encontrar os mais vendidos do momento, mas terá uma grande variedade de livros não menos importantes”.

Inaugurada no fim de maio quase em frente ao famoso Bar Madrid, um dos mais festejados do Rio, ela quer conquistar o público que já costuma passar pela região em busca de uma boa cerveja gelada e de petiscos caprichados. “Nosso acervo dialoga com a boemia. Queremos que a pessoa que já tem o hábito de tomar uma cerveja aos domingos, no Madrid, venha comprar um livro. Queremos aproveitar esse clima que a rua nos permite. Botar uma música na porta, quem sabe colocar um chorinho, aos domingos? Não sei se pode. Antes temos que criar um laço com a vizinhança e fazer tudo com muita calma. São planos para quando a pandemia permitir”, revela Dudu, que quer promover, ainda, lançamentos com sessões de autógrafos quando não houver mais restrições sanitárias na cidade. Firmar parcerias com colégios e participar da próxima Bienal do Livro, no mês de outubro, também está nos planos. Os outros sócios do empreendimento são Fabio Brito e Ivan Costa, dono da livraria Belle Époque, no Méier.

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