STJ vai manter chefes da milícia de Rio das Pedras em presídios federais

Líderes do grupo paramilitar que atua na Zona Oeste estão presos desde 2019 na unidade de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte

Prédio de quatro andares habitado por pessoas da mesma família desabou na madrugada desta quinta-feira (3) em Rio das Pedras, na rua Uva, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Estiveram presentes no local o Governador Cláudio Castro e o Prefeito Eduardo Paes. Daniel Castelo Branco

Rio – O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta-feira, que os chefes da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste, deverão permanecer em presídios federais. A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que aceitou o pedido de prorrogação da permanência dos criminosos nas unidades de segurança máxima fora do Rio feito pela Justiça fluminense.

“Persistindo as razões que ensejaram a transferência do preso para o presídio federal de segurança máxima, como afirmado pelo juízo estadual, a renovação da permanência do apenado é providência indeclinável, como medida excepcional e adequada para resguardar a ordem pública”, escreveu o magistrado.

A região de Rio das Pedras é dominada pelas narcomilícias que atuam em crimes como agiotagem, grilagem de terras, construções irregulares, roubos até extorsões contra moradores e comerciantes.

A decisão foi proferida um dia antes da tragédia desta quinta-feira, em Rio das Pedras, quando um prédio de quatro andares desabou, provocando a morte de duas pessoas e ferindo outras quatro.

A comunidade onde o imóvel fica é controlada pela milícia, que impede a fiscalização das construções pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-RJ). Ainda não se sabe se o imóvel que veio abaixo foi construído pela milícia.

Na Penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte, estão presos o primeiro-tenente reformado Maurício Silva da Costa, o Maurição, preso em janeiro de 2019, e o major Ronald Paulo Alves Pereira, que além de Rio das Pedras, também atuava na comunidade da Muzema. 

Via: O Dia
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