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Sindisprev denuncia falta de sedativos no Hospital do Andaraí

Unidade chegou a receber ampolas do Cardoso Fontes para manter atividades

Hospital Federal do AndaraíDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Rio – O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (Sindisprev) denunciou a falta de sedativos para intubar pacientes no Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte. Na terça-feira, funcionários procuraram o Sindisprev para relatar que havia apenas 50 ampolas no estoque da unidade, que estava prestes a acabar.

Segundo a diretora regional do Sindicato, Cristiane Gerardo, faltam bloqueadores neuromusculares no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de covid-19 do hospital, que precisou receber aproximadamente 300 ampolas de sedativo doadas pelo Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, para continuar as atividades.

“O Sindisprev recebeu a denúncia de que no Hospital do Andaraí na terça-feira passada só tinha 50 ampolas de sedativo e foi Hospital Cardoso Fontes que doou para que o Hospital do Andaraí continuasse em funcionamento. Isso é o reflexo do despreparo, da incompetência, do desleixo do Governo Federal com a assistência à saúde quaternária da rede federal do Rio de Janeiro, onde um hospital poderoso, com um orçamento considerável, deixa faltar sedativo para os seus pacientes”, declarou a diretora.

Gerardo também alega que o Ministério da Saúde tem voltado mais atenções para prédios administrativos do que para as unidades de saúde.

“Esse episódio se soma a outros, como o incêndio no Hospital Federal de Ipanema, em função de um ar-condicionado velho. Os instrumentos que de fato salvam vidas e garantem assistência à saúde quaternária da população estão abandonados, enquanto por interesses difusos, aquilo que é administrativo e sem relevância no momento importante que nós vivemos, tem a prioridade do governo, na ordem de se gastar cerca de R$20 milhões para que eles tenham toda a estrutura, enquanto os hospitais federais padecem”, desabafa ela.

Procurado, o Ministério da Saúde não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta matéria. 

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