Compras realizadas pela pasta e pelo Ministério da Saúde têm caráter emergencialReprodução
Rio – Os medicamentos do ‘kit intubação’ já podem ser retirados na Coordenação Geral de Abastecimento, mediante agendamento prévio, a partir desta quarta-feira (26). A Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (Safie) da Secretaria de Estado de Saúde (SES) recebeu uma remessa dos insumos, de aquisição própria e de repasse do Ministério da Saúde (MS).
Ao todo, a pasta conta com 181.189 ampolas com dez medicamentos. A Safie reforçou a importância da agilidade das secretarias municipais de Saúde no processo de distribuição dos medicamentos às unidades e destacou a necessidade de que os hospitais preencham semanalmente o formulário eletrônico com informações sobre seus estoques, seguindo o pacto da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
“Diante do cenário atual, o mercado mundial não dispõe de capacidade para abastecer de maneira confortável as redes públicas e privadas. No entanto, todas as unidades têm sido abastecidas frequentemente. A SES ainda esclarece que a falta de algum item específico não representa, necessariamente, que o hospital esteja sem alternativas viáveis para tratar pacientes intubados, podendo lançar mão de outros medicamentos da mesma classe terapêutica ou em diferente apresentação (volume) para substituição”, informou a Secretaria de Estado de Saúde, em nota.
A pasta ainda reforçou que a aquisição dos kits deve ser feita pelos hospitais e pelas secretarias municipais. “É importante ressaltar que a falta de algum medicamento no estoque central da SES não significa que as unidades hospitalares estejam desabastecidas, uma vez que os itens do “kit intubação” devem ser adquiridos pelos hospitais e pelas secretarias municipais de Saúde”, afirmou.
De acordo com a SES, as compras realizadas pela pasta e pelo Ministério da Saúde têm caráter emergencial, dentro de uma política de contingenciamento, em apoio à crescente demanda do momento.
“A SES está empenhando todos os esforços em busca de alternativas viáveis para manter o abastecimento de unidades de saúde que atendem pacientes em tratamento de covid-19 com anestésicos, sedativos e relaxantes musculares utilizados no processo e na manutenção da intubação de pacientes. E também realiza repasse dos medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde (MS) de forma equânime e com participação do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS), para as unidades e municípios”. 
A Secretaria também informou que participou do registro de preço que gerou a ata do Ministério da Saúde (MS) para aquisição dos medicamentos e que já obteve respostas positivas. “Além disso, realiza um processo de compra para suprir a necessidade do estado nos próximos três meses”. Todas as etapas dos processos são compartilhadas com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPRJ)e Defensoria Pública, visando dar transparência às aquisições.

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