quinta-feira, 28 de outubro de 2021
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Secretário de Educação do Rio diz que todas as escolas municipais devem voltar presencialmente até setembro

Segundo semestre escolar na rede municipal de ensino começa em formato híbrido na próxima segunda-feira (2). Seis escolas não retornarão presencialmente, apenas em formato remoto. Sepe pede adequação de medidas

Rio – As aulas na rede municipal de ensino do Rio retornam, na próxima segunda-feira (2), após o recesso escolar do mês de julho em formato híbrido, isto é, presencial e remotamente.O secretário de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, afirmou, na manhã desta quinta-feira (29), que todas as escolas do município devem funcionar no formato presencial até setembro e que quase todas as unidades estão aptas ao retorno presencial. No entanto, integrantes Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) se mostram preocupados com a medida.

“Praticamente todas as nossas escolas, serão 1.537 abrindo para o retorno presencial, só seis unidades não regressarão ainda na segunda-feira, isso fruto também da parceria entre a secretaria de Saúde e da Educação. Já foi possível vacinar todos os profissionais da educação com a primeira dose e a segunda agora será em agosto”, disse Ferreirinha, durante evento de vacinação contra a covid-19 no Complexo da Maré, na Zona Norte.

O secretário ainda ressaltou a importância das escolas na campanha de vacinação servindo como postos de imunização e agradeceu a possibilidade de fazer parte deste movimento.

“São 1.543 unidades escolares espalhadas por cada canto da cidade, só no Complexo da Maré são 44 escolas, creches e EDIs, todos estão mobilizados para esse período da vacinação aqui na Maré, são 17 escolas servindo como postos de vacinação e mais de 300 voluntários na educação trabalhando nisso. Então, para a gente ,tem um quê de responsabilidade, mas também de gratidão por poder estar participando dessa iniciativa histórica”.

Volta às aulas na segunda-feira

Segundo a Secretaria Municipal de Educação do Rio (SME), todas as escolas foram adequadas para a volta das aulas presenciais. As que precisaram, ganharam ajustes estruturais também. Recentemente, as unidades escolares municipais receberam R$ 18,1 milhões da SME em verba para fazer ajustes e pequenos reparos.

“Assim, cerca de 99% das unidades da rede municipal de ensino estão funcionando com atividades presenciais, com condições de atender ao mesmo percentual dos alunos matriculados”, informou a pasta.

De acordo com levantamentos feitos pela SME, a maioria absoluta dos responsáveis concordam com o retorno presencial. Nas escolas que ainda não abriram, mas que serão retomadas em breve, o aluno pode continuar no modo remoto de estudo em suas diversas possibilidades.

“É considerada apta ao retorno das aulas presenciais a Unidade Escolar que estiver adequada aos itens do checklist sobre insumos e instalações, que estabelece pontos diversos como: distanciamento seguro, instalações de dispensadores de álcool 70º em gel no prédio ou funcionário aplicando álcool 70º na mão dos alunos, e, entre outras medidas, bebedouros adaptados com torneira para enchimento de copos e garrafas”.

Além disso, a SME, no início do ano letivo, recebeu e distribuiu 800 mil máscaras descartáveis. Em maio, foram adquiridas 336 mil máscaras PFF2 e cada profissional da Educação, de merendeira a professor, recebeu 6 máscaras deste modelo, que é considerado por especialistas como um dos mais eficientes na proteção individual.

Para Duda Queiroga, dirigente do Sepe, é preciso que a pasta adeque protocolos. “Na rede municipal, nós voltamos às atividades presenciais e nós estamos em uma dinâmica agora de acompanhar as condições estruturais das escolas. Temos recebido informações pela categoria, até de alunos e estamos fazendo uma listagem, sempre repassando para a Secretaria Municipal de Educação. A gente entende que é importante garantir os protocolos e que os protocolos devem ser adequados, não aqueles que atendem as vontades da Prefeitura que hoje mesmo anunciou que todo mundo vai poder almoçar nas escolas, a criança que está no seu dia de aula e a criança que não está. Ou seja, você vai cruzar todo mundo dentro de um refeitório, como se tivesse um acordo com a covid-19 que no refeitório não entra”, ressaltou Duda.

“Então, não adianta nada as crianças irem em dias revezados na aula, se elas vão todos os dias comer. Como se a única preocupação fosse comer, como se a pautar alimentar se sobrepusesse à pauta educacional e a própria pauta da vida. Tem muita escola que está funcionando e está bem precária a situação de banheiro, de refeitório, de sala de aula. Nesse momento, isso traz outro elemento que é a impossibilidade de higienização em alguns casos, impossibilidade de respeitar os protocolos em alguns casos que a gente precisa estar sinalizando e denunciando e tentando ver como é que resolve. Acho que o papel do sindicato nesse momento é sobretudo esse e acolher os professores e os profissionais de educação que estão muito assustados ainda, estão perdendo muita gente. Inclusive, tem pesquisa recente mostrando como faz diferença a máscara certa. Então, precisa estar todo mundo sim com a PFF2 ou a N95. Então, a Prefeitura também precisa se responsabilizar por isso, não basta abrir escola”.

Aulas remotas

O aluno também poderá seguir estudando neste segundo semestre por meio do ensino remoto. Desde o início do ano letivo, os estudantes da Rede Municipal podem conferir as videoaulas elaboradas e apresentadas por professores da rede municipal.

O Rioeduca na TV vai ao ar pelo sinal aberto da TV Escola (canal 2.3) e também pela TV fechada: NET/Claro (canal 15), Claro TV (canal 8), Oi TV (canal 25), Sky (canal 21) e Vivo (canal 7). As videoaulas do Rioeduca na TV também ficam disponíveis no canal da MultiRio no YouTube.

Além disso, no Portal MultiRio, uma área especial reúne informações sobre o Rioeduca na TV, como a programação, e conteúdos relacionados. E os alunos também podem estudar pelo aplicativo de ensino da SME.

A SME disponibiliza o aplicativo Rioeduca em casa, que pode ser baixado em smartphones dos estudantes e responsáveis, disponível para IOS e Android. Segundo a SME, o acesso é gratuito, porque a pasta está pagando pelos dados de internet para os alunos.

“Estudantes que não têm equipamentos para acessar a internet ou morem em áreas sem cobertura, vão receber material didático extra impresso e, frequentemente, irão às escolas deixar as atividades didáticas. Caso o aluno tenha alguma dúvida, ela será respondida na próxima vez em que ele for à escola buscar suas atividades didáticas”.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

Via: O Dia

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