‘Se assemelha à destruição de Canudos’, diz líder de ocupação em Itaguaí sobre reintegração de posse

Preso na sexta e liberado no mesmo dia, Erick Vermelho afirma que população 'estava melhor antes do que agora', e garante que irá se reagrupar. Ocupação tinha horta e até cozinha comunitária

Rio – Líder da ocupação que sofreu reintegração de posse na última quinta, em Itaguaí, Wellington da Silva é conhecido como Erick Vermelho. O nome foi escolha própria – “fácil de escrever”. O Vermelho veio na juventude, quando uma professora observou que seus poemas tinham forte teor social. “Ela me perguntou se eu tinha algum comunista na família. Eu respondi ‘não, meu pai é relojoeiro e minha mãe é cartomante’. Ela disse: ‘você que é o vermelho da família, então'”.

Em maio, Vermelho ajudou a iniciar a ocupação do terreno da Petrobras em Itaguaí, que tinha mais de 3 mil famílias cadastradas até quinta-feira (1), quando a Polícia Militar desocupou a área. Ele foi preso na última sexta-feira por associação criminosa, e solto após fiança. Agora, garante que a população que vivia no local irá se reagrupar e ocupar outros espaços.

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