Reprodução simulada da morte de Kathlen Romeu é marcada para 14 de julho

O promotor de Justiça que ouviu os familiares da jovem revelou que há uma suspeita de onde partiu o tiro que a atingiu. No momento, a informação está sob sigilo

Rio – A reprodução simulada da morte de Kathlen Romeu, 24, morta no dia 8 de junho, em uma ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, na Zona Norte, foi marcada para o dia 14 de julho. De acordo com Rodrigo Mondego, procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha os familiares da jovem nos depoimentos no Ministério Público do Rio, a reconstituição vai ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) a identificar da onde partiu o tiro que matou Kathlen.

Ao DIA, Mondego revelou também que o promotor de Justiça responsável por ouvir os parentes mencionou que já há uma suspeita de onde tenha partido o disparo, mas a informação está sob sigilo. “O promotor teve um primeiro contato com os familiares da Kathlen Romeu hoje e está aguardando o resultado da reprodução simulada para seguir com o caso”, explicou Mondego.

A avó de Kathlen, Sayonara de Fátima Queiróz de Oliveira, está sendo ouvida desde às 13h desta terça-feira, na Auditoria de Justiça Militar. Ela estava com a jovem no momento do tiroteio, e afirmou que implorou por socorro à uma equipe da PM que estava atuando na região. Os depoimentos fazem parte do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pela promotoria junto à Auditoria Militar.

Kathlen estava na comunidade para visitar parentes e foi atingida durante um tiroteio entre a Polícia Militar e traficantes, segundo a corporação. A jovem chegou a ser socorrida, mas, conforme a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), não resistiu aos ferimentos e morreu logo após chegar ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte.

O porta-voz da PM, major Ivan Blaz, disse na ocasião que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Lins foram atacados por traficantes. Segundo o porta-voz, os PMs foram os primeiros a chegar no local em que Kathlen estava. De acordo com ele, os militares afirmaram que não foram os responsáveis pelos disparos que mataram a jovem.

No entanto, ao contrário do que alega a corporação, os moradores da comunidade Barro Vermelho, no Complexo do Lins, reafirmam que o tiro de fuzil que matou Kathlen Romeu partiu da Polícia Militar. Eles usam o termo “cavalo de troia” para explicar a ação dos militares.

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