Principal motivo para não tomar a segunda dose é o esquecimento

No Rio, cerca de 79 mil pessoas não compareceram no tempo adequado para a segunda aplicação do imunizante contra a covid-19

Rio – Pelos corredores do Centro Municipal Heitor Beltrão, na Tijuca, a dentista Andrea Cavalcante procurava a equipe de agentes de saúde para solicitar a visita a uma moradora da Rua Itacuruçá. A mulher deveria ter tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19 no final de abril, mas, em seu cadastro, o telefone informado não completava a ligação. Ao encontrar os agentes em uma sala, eles discutiam maneiras de localizar um homem que havia sido vacinado, em fevereiro, e também não tinha retornado ao posto para completar a imunização. O endereço dele constava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Os dois casos são parte de um total de 79 mil pessoas que, segundo a prefeitura, não retornaram no prazo correto para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19. Dentre os motivos, o principal é o esquecimento.

“Alguém pode ir até a casa dessa senhora agendar a data para ela vir aqui tomar a segunda dose da CoronaVac?”, perguntou Andrea, na tarde da última sexta-feira, dirigindo-se à gerente do posto Heitor Beltrão, a enfermeira Ilmara Maciel, que repassou a ficha da paciente para que a equipe vá ao endereço nesta semana.

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