Pai de Dr. Jairinho, Coronel Jairo toma posse na Alerj após ser preso em 2018

Dois anos e oito meses depois de sua prisão, na Operação Furna da Onça, o pai do vereador assume cadeira de deputado estadual

Coronel Jairo, do Solidariedade, Reprodução

Rio – O coronel Jairo Souza Santos, o Coronel Jairo (solidariedade), está de volta à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O termo de posse do novo deputado estadual foi publicado nesta quarta-feira (2). O político retorna à Casa Legislativa dois anos e oito meses depois de ter o mandato suspenso após sua prisão sob a suspeita de ter recebido R$ 2,8 milhões em propina. 

Coronel Jairo é pai do vereador Jairinho (sem partido), preso sob a acusação de ter matado o menino Henry Borel, filho da namorada, a professora Monique Medeiros. 

Jairo era suplente do deputado Rodrigo Bacellar, convidado pelo governador Cláudio Castro para assumir Secretaria de Governo na última sexta-feira. Parlamentares disseram que o politico acompanhou sua primeira sessão em silêncio. 

PRISÃO E ACUSAÇÃO

Ao lado de outros nove parlamentares, Coronel Jairo foi preso em 2018 na Operação Furna da Onça. O grupo político foi acusado de integrar a quadrilha comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral na Alerj. 

Em 2021, Supremo Tribunal Federal (STF) remeteu o processo à Justiça Eleitoral. Desde então, todos os investigados passaram a responder a ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

FURNA DA ONÇA

As investigações que resultaram na Operação Furna da Onça apontaram que Coronel Jairo recebeu, entre 2011 e março de 2014 pelo menos R$ 2,8 milhões de vantagens indevidas. 

De acordo com o Ministério Público Federal, esse montante pode ser ainda maior. A Receita Federal identificou excesso na movimentação financeira durante dois anos após a operação. 

Coronel Jairo foi identificado por meio de quebra de sigilo telefônico. Em conversa com um ex-assessor de Sergio Cabral, ele foi pego negociando o pagamento da “mesada”. Seu nome também foi encontrado em uma planilha de doleiros ligados ao ex-governador. 

Via: O Dia
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