Ossada é encontrada em rio onde corpos de meninos desaparecidos em Belford Roxo teriam sido jogados

Apenas exames em laboratório vão poder apontar se os ossos são de humanos ou algum animal

Rio – Em buscas por corpos de meninos desaparecidos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram um saco com ossos dentro do Rio Botas, no bairro São Bernardo. A Polícia Civil acredita que ossada seja de humano, mas apenas a perícia feita em laboratório vai confirmar. O material foi encontrado no local apontado essa semana por um homem que denunciou que os restos mortais das crianças foram jogados por seu irmão. 

Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizam as diligências, com apoio da Polícia Militar, desde as 10h desta sexta-feira (30).

Com o apoio de uma ferramenta garapéia, homens dos Bombeiros retiraram o saco do fundo do rio, por volta das 11h20. A perícia técnica da especializada foi acionada.

Em uma análise prévia, o perito criminal Arthur Couto não descartou a hipótese dos ossos serem humanos. O material será encaminhado ainda nesta sexta para o laboratório da perícia da Polícia Civil.

“O material ainda tem que ser analisado, mas parece se tratar de pedaços de coluna e costela. Também tinham fios de cabelo humano. Também será feito exame de DNA”, explicou o perito.

Na quarta-feira, uma testemunha relatou que o seu irmão, um traficante de 22 anos, teria participado das mortes dos meninos Lucas Matheus, 9 anos, Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12.

Em depoimento, ele contou que os garotos teriam sido espancados e mortos por ordem do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como Piranha ou Cem, no interior do condomínio Amarelo, que fica dentro da comunidade do Castelar, em Belford Roxo.

A polícia conseguiu o depoimento do irmão dele, que negou as acusações, mas admitiu ter jogado sacos entregues por traficantes embaixo de uma ponte.

Os três meninos estão desaparecidos desde dezembro do ano passado, quando foram vistos pela última vez na feira do bairro Areia Branca. De lá pra cá, já são sete meses que familiares buscam por respostas sobre o paradeiro das crianças. 

 

Via: O Dia
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