Onde está o repasse?

Pacientes renais protestam em frente à CDR, no AnilReprodução

200 pacientes… Esse é o número de renais crônicos atendidos pela clínica CDR, no Anil, que agora não sabem pra onde vão, depois de receberem o aviso que vão ser transferidos para outras clínicas do Rio…

Tudo porque a clínica, que é particular, mas tem convênio com o SUS, não quer mais aceitar o valor de repasse para o tratamento.

A mudança, que mexe com a vida de todos os pacientes, fez com que eles se reunissem numa manifestação semana passada e outra já está marcada para hoje.

“Nem aviso prévio eles deram, só avisaram que vamos ter que fazer a hemodiálise em outros lugares bem distantes, como Penha e Engenho de Dentro. Eles não compreendem que tem paciente cadeirante, deficiente visual, com cateter… É muito descaso”, relata uma paciente.

Renilda Alves Alexandre, moradora da Gardênia Azul, acompanha o padrasto de 64 anos em quase todas as sessões de diálise há 3 anos, e já se preocupa com a mudança.

“Ele se tratava em Benfica e com muita luta minha mãe conseguiu transferi-lo para perto de casa. Agora ele até chora só de pensar em todo esse deslocamento”, afirma ela.

É uma situação delicada, porque se tratando de uma clínica privada, é um direito deles acharem se o repasse é justo ou não… Mas olha quantas pessoas vão ser prejudicadas com a mudança! A gente tá falando da vida deles…

São pacientes que vêm de longe, que agora terão que se preocupar com valor de passagem, com a rota, se serão atendidos de fato… Além de todo o sofrimento do tratamento!

A coluna procurou a Secretaria Municipal de Saúde, que em nota afirmou que não é de interesse da instituição manter o contrato com o setor público. A Secretaria aproveitou para reforçar que não tem dívidas com a CDR Anil, que todos os pagamentos estão em dia e que nenhum paciente ficará sem assistência, já que o processo de transferência foi iniciado pela Secretaria de Estado de Saúde, a responsável pela regulação das vagas de terapia renal.

Resposta dada, mas que é sacanagem com o povo, ah isso é…

3,2,1… É DEDO NA CARA!

PINGO NO I

“Traficante bonzinho, né?”

Para quem gosta de enaltecer ou até santificar criminoso, em Niterói, nesse final de semana, vimos o retrato de como as facções criminosas agem com o morador das favelas cariocas. Muitas vezes, quem tem uma visão romântica, é porque não conhece o dia a dia das vielas…

O dia a dia é de subjugamento, é de ser refém de um estado onde a justiça prevalece na sentença do tribunal do tráfico. Pra quem não acompanhou a história, foi o que aconteceu com o fotógrafo Thiago Freitas de Souza, que só queria menos barulho para a filha dormir e tomou um tiro, ficando caído no quintal de casa.

O relato da esposa é de emocionar, só de imaginar tamanha crueldade.

Bora colocar o Pingo no I…

A gente sabe que pra morador é muito difícil… Não tem como escolher um lado.

Morador só quer paz, menos barulho, menos arruaça… Quer oportunidade e civilidade nos becos da favela.

É sempre bom lembrar: vagabundo é vagabundo!

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