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MPRJ recebe inquéritos sobre ação policial no Jacarezinho

Operação que aconteceu há mais de um mês terminou com a morte de 28 pessoas

Operação da Polícia Civil no JacarezinhoReginaldo Pimenta / Agência O DIA

Rio – Após mais de um mês, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recebeu, nesta segunda-feira, os inquéritos policiais sobre a ação da Polícia Civil na comunidade do Jacarezinho que terminou com 28 pessoas mortas no dia 6 de maio.

A força-tarefa do MPRJ havia estabelecido um prazo de 10 dias para que a Polícia Civil enviasse todas as informações sobre a operação. De acordo com o órgão, os documentos que faltavam era: apreensões feitas na operação; quais foram as armas usadas pelos policiais; detalhes sobre o planejamento operacional e o relatório final da investigação.

O MP determinou ainda que seja retirado parcialmente o sigilo sobre as investigações para que a sociedade e os familiares dos presos tenham acesso às informações.

MPRJ estuda usar perícia independente para investigar ação 

O procurador-geral de Justiça analisa a utilização de uma perícia independente para colaborar com as investigações das 28 mortes durante uma operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho. De acordo com o Ministério Público do Rio (MPRJ), a perícia pode se dar por meio de convênio ou contratação.

Na terça-feira (1), a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) determinou que três presos na ação sejam soltos. A decisão do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto ocorreu por excesso de prazo, já que desde a prisão dos acusados não foi oferecida denúncia. Também na terça, o Ministério expediu um ofício à Secretaria da Polícia Civil, para que o órgão remeta as informações requeridas e ainda pendentes de cumprimento sobre a operação. A investigação estabeleceu um novo prazo de 10 dias.

O pedido foi realizado pela Força-Tarefa (FT), criada no dia 11 de maio, para atuar nas investigações das mortes e demais delitos na ação policial. Entre os documentos e informações ainda não enviados pela Polícia Civil para a FT estão os autos de apreensão referentes à operação, termos de cautela das armas utilizadas na operação, planejamento operacional e relatório final de investigação, e apresentação da justificativa constante da Lei Estadual 8.928/2020.

 

Via: O Dia
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