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MPRJ cria força-tarefa para investigar ação policial no Jacarezinho

Ação na comunidade da Zona Norte deixou 28 pessoas mortas. A força-tarefa, que será coordenada pelo promotor André Cardoso, tem prazo de quatro meses

MPRJ cria força-tarefa para investigar operação no JacarezinhoDaniel Castelo Branco / Agência O DIA

Rio – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) criou na manhã desta terça-feira uma força-tarefa para investigar a ação da polícia durante a operação do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, que matou 28 pessoas, entre elas um policial civil. A força-tarefa, que será coordenada pelo promotor André Luis Cardoso, tem prazo de quatro meses, segundo o procurador-geral Luciano Mattos.

O promotor André Cardoso, coordenador da força-tarefa, disse que a investigação está em fase embrionária e que não teve acesso aos laudos técnicos da operação. O coordenador da força-tarefa disse que vai apurar as denúncias de execução. Cardoso disse que ainda não tem a relação de nomes de policiais que participaram da ação. “Requisitei os autos de apreensão das armas e os nomes das equipes para estudar a necessidade de se recolher as armas. Preciso conhecer as equipes”, afirmou. André acrescentou que se houver necessidade, policiais podem ser chamados para prestar depoimento.

Sobre a foto em que um morto aparece sentado em uma cadeira em postura jocosa. O coordenador da força-tarefa também afirmou que ainda não foi investigado se houve abuso. “Se ficar confirmado, o policial que fez isso vai responder pelo ato”, disse André Cardoso.

André também disse durante a entrevista coletiva que foi à comunidade após tomar conhecimento de que havia então 25 mortos, mas não pode entrar na favela porque ainda havia focos de tiroteio. “Solicitamos ao procurador-geral a designação de um perito do Ministério Público. Foram realizadas 27 autópsias para apurar o que aconteceu de fato”, disse o promotor do caso. Ele disse que ainda não teve acesso ao resultado dos laudos realizados pelos peritos.

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A coordenadora-geral de promoção de dignidade da pessoa humana do MP-RJ, Patrícia Leite Carvão, disse que houve uma reunião com a Defensoria na segunda-feira com Defensoria . “Nosso propósito é atender a todas as vítimas envolvidas. Pretendemos dar atendimento humanizado e prestar todo tipo de assistência” . Patrícia informou que alguns parentes foram ao MP após reunião na Defensoria. O teor dos depoimentos estão sob sigilo.

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