MPF e entidades pedem que MPRJ faça investigação própria da operação no Jacarezinho

Grupo de Trabalho não quer que caso termine sem punições; ação da Polícia Civil na comunidade da Zona Norte vitimou 28 pessoas

Operação policial no Jacarezinho deixou 28 mortos nesta quinta-feiraReginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Rio – Coordenadas pelo Ministério Público Federal (MPF), onze instituições pediram pela apuração independente da operação da Polícia Civil no Jacarezinho, Zona Norte, que resultou na morte de 28 pessoas. O Grupo de Trabalho de Defesa da Cidadania enviou, nesta quarta-feira, um ofício ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), encarregado do caso, pedindo que a investigação tenha a participação da Polícia Federal (PF). 

O grupo acredita que há “indícios de execução sumária de adulteração de cenas de crime” e que não quer que o caso termine sem punições. Para isso, o GT pede que o MPRJ faça uma investigação particular ao invés de se limitar às provas da Polícia Civil. “A ausência de preservação das cenas de crime e a apresentação de pouco mais de 20 armas para perícia, em uma operação que contou com 200 agentes, já revelam, por si só, um descompromisso com a busca da verdade real”, destacou o documento. 

O grupo é composto por integrantes da Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro. Além desses, fazem parte o Centro de Assessoria Popular Mariana Criola, Frente Estadual pelo Desencarceramento do Rio de Janeiro, Fórum Grita Baixada, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial/Baixada-Fluminense e o Coletivo Maré 0800.

Em nota, o MPRJ informou que recebeu o documento do GT e esclareceu que a investigação está sendo feita por meio de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), conduzido por uma Força-Tarefa.

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