Morre jovem atingida por incêndio durante baile funk na Rocinha 

Carol Oliveira ficou internada em estado grave no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, por cinco dias

Jovem, identificada como Carol Oliveira, morre após sofrer queimaduras em um baile funk da RocinhaDivulgação

Rio – Uma jovem, identificada como Carol Oliveira, faleceu neste sábado (5), após ficar cinco dias internada em estado grave no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, em decorrência de um explosão durante um baile funk na Rocinha. A informação foi confirmada pela direção do hospital. A jovem participava do evento clandestino conhecido como Baile de Moscou, que aconteceu no último dia 31 de maio, quando uma caixa com lança-perfume pegou fogo.

Em um vídeo, divulgado nas redes sociais, é possível ver uma mesa em chamas, próximo ao local onde o baile acontecia. No entanto, ainda não há informações se este incidente está relacionado à morte da jovem. Segundo informações de parentes da vítima, Carol teve 80% do corpo queimado e estava em estado grave. 

O vídeo da mesa em chamas após atingir a vítima. pic.twitter.com/wMV4pbHhCE

— Favela Caiu na Rede RJ (@FCNRRJ) June 1, 2021

Bailes funks dominam a Rocinha

Criminosos da Rocinha, na Zona Sul, não se intimidaram com a chegada da pandemia no estado do Rio de Janeiro. Mesmo durante as restrições contra o avanço da covid-19, os bailes funks continuam lotando as ruas da comunidade. Comandadas pelo traficante John Wallace da Silva Viana, de 32 anos, o Johny Bravo, as festas tomaram grandes proporções, longe da fiscalização do poder público. 

Em um vídeo gravado em setembro de 2020, o traficante aparece andando pela comunidade da Zona Sul do Rio, durante um baile funk, escoltado por dezenas de homens fortemente armados. As imagens mostram pelo menos 25 criminosos em volta de Johny Bravo.

Além do tráfico, Johny comanda a rede de transporte alternativo que chega à comunidade, com base em extorsão e ameaça. O líder do tráfico também é responsável pela comercialização de “gatonet” (recepção não autorizada do sinal de TV por assinatura), assinaturas de internet e gás encanado. Dentre as cobranças também está a cobrança de aluguel para de R$ 300 para jogar no campo de futebol público no alto do Vidigal.

Johny Bravo é foragido da Justiça e é oferecido uma recompensa de R$ 1 mil por informações que levem a sua prisão. Ele também é o braço direito de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, chefe do tráfico do Vidigal e da Rocinha, que cumpre pena em um presídio federal. Os interessados em colaborar com a polícia podem fazer a denúncia de forma anônima pelos canais:

. WhatsApp ou Telegram do Portal dos Procurados: (21) 98849-6099
. Disque Denúncia: (21) 2253-1177
. Facebook/(inbox)
. Aplicativo “Disque Denúncia RJ”

Questionada sobre a fiscalização desses eventos clandestinos na Rocinha, a Polícia Militar informou em nota que “as unidades da Corporação atuam em apoio aos órgãos municipais e estaduais em suas respectivas atribuições com relação à fiscalização de ordenamento urbano e de enfrentamento à pandemia de coronavírus”. Ainda em nota, a PM disse que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha segue com suas equipes em policiamento ostensivo na comunidade.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

Via: O Dia
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