Justiça condena milicianos pela morte de policial federal

Ronaldo Heeren foi morto em 13 de fevereiro de 2020 ao voltar de ação em Santa Cruz

Rio – A Justiça condenou, nesta sexta-feira, os milicianos Wenderson Eduardo Rodrigues Francisco, conhecido como Cara de Vaca, e Dejavan Esteves dos Santos, como Armeiro, pela morte do agente de Policial Federal Ronaldo Heeren e pela tentativa de homicídio de Plínio Riccardi. Leandro Pereira da Silva, Léo do Rodo, também foi condenado por ter determinado que a cena do crime fosse adulterada. Todos são acusados de pertencer ao grupo miliciano “Liga da Justiça”, que atua em bairros da Zona Oeste do Rio.  

Os três réus foram condenados a quatro anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada. Co os homicídios, Wenderson e Dejavan foram condenados a 31 anos e três meses de prisão e 23 anos e dois meses de prisão, respectivamente. Por não ter participado da morte do policial federal, Leandro foi condenado a cinco anos de prisão por organização criminosa armada e fraude processual. 

Em fevereiro de 2020, Ronaldo Heeren foi morto com um tiro na cabeça na Favela do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste. O agente estava ao lado de Plínio Ricciardi conseguiu sobreviver ao ataque. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) aponta que os milicianos confundiram a equipe com traficantes que dominavam a comunidade antes da chegada da milícia.

Para tentar enganar os investigadores, eles alteraram a cena do crime. A viatura em que os policiais estavam foi pichada com alusões ao “Comando Vermelho” para que dificultasse a identificação dos autores. 

Via: O Dia
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