Homicídio após racha em milícia motivou operação em Del Castilho e Caxias

Segundo Delegacia de Homicídios da Capital, grupo paramilitar chefiada por Marquinho Catiri foi responsável pela execução de miliciano em Saracuruna, em janeiro do ano passado. Na ação, foram apreendidos celulares, armas, munições e uniformes da polícia

Fotos da retirada de gatonets na Comunidade do Guarda, em Del Castilho, Zona Norte do Rio.Reginaldo Pimenta/ Agência O Dia

Rio – A operação da Polícia Civil deflagrada, na manhã desta terça-feira, cumpre quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão contra a milícia chefiada por Marcos Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri. O grupo de paramilitares atua na comunidade Fernão Cardim, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio e em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Moysés Santana, a ação acontece após um desdobramento da investigação de um assassinato que aconteceu em janeiro do ano passado em Saracuruna. Segundo Santana, o homicídio foi em decorrência de um racha na própria milícia.

As investigações apontam que a milícia chefiada por Catiri foi responsável pela execução de Guilherme Bahia dos Santos. “O Guilherme pretendia executar os irmãos Rodrigo e Rafael, que são integrantes desse grupo. Mas os irmãos, conhecidos como ‘Rato’ e ‘Bruxo’ se anteciparam e vitimaram Guilherme. Através dessa investigação de homicídio foi possível angariar provas para a conclusão do inquérito da organização criminosa”.

Catiri, apontado como chefe da milícia, chegou a ser preso em 2018, mas foi solto seis dias depois após um habeas corpus do desembargador Siro Darlan, do Tribunal de Justiça do Rio. O miliciano é considerado foragido e é um dos alvos da operação de hoje.

Segundo a polícia, até esta manhã, sete pessoas foram presas. Três por conta dos mandados de prisão, dois em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e outros dois por flagrante em organização criminosa. Segundo o delegado, também foram apreendidos celulares, munições e armas de fogo. Os agentes também encontraram uniformes com inscrição da polícia, que eram usados nas extorsões feitas a comerciantes e moradores. “Todo esse material será levado para análise, pela perícia e servirá de insumo para novas investigações e identificação de comparsas desses criminosos”.

A especializada também informou que o grupo atua por meio de extorsão, ameaça, prestação e exploração de serviços de ‘gatonet’, mototáxi e segurança nas regiões de Saracuruna e na comunidade Fernão Cardim. Durante a operação, foram retirados ligações em postes para os ‘gatonet’ e câmeras utilizadas pela milícia para monitorar comunidades de Del Castilho.

A ação conta com o apoio de 150 policiais. “O combate as grandes organizações criminosas e principalmente a milícia sempre foi um dos pilares da atual gestão da Secretaria de Polícia Civil. Então, vamos continuar firmes nesse combate”, reforçou Santana.

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