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Governo do Rio anuncia investimento em salas especiais para depoimentos de menores vítimas de violência sexual

Estado investirá R$ 690 mil em 22 espaços que serão preparados para atender crianças

Governador Cláudio CastroReprodução/Instagram

Rio – O governador Cláudio Castro anunciou, nesta terça-feira, um investimento de R$ 690 mil em 22 salas que serão preparadas para atender crianças vítimas de violência sexual. A divulgação acontece no Dia de Combate à Violência e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, durante o evento “Maio Laranja”, realizado no Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio. O evento contou com a presença da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Cada uma das 14 Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAMs) receberá uma sala, assim como as delegacias de Seropédica, Mesquita, Nilópolis, Itatiaia, Teresópolis e Iguaba. Já a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) contará com duas salas.

“O Rio de Janeiro não vai fechar os olhos. Como pai não posso deixar de imaginar se fosse com meus filhos, que há crianças que não têm a oportunidade de pai amoroso e que os defenda acima de tudo. Temos dois grandes desafios. O primeiro é o de divulgar plataformas e telefones para que as pessoas saibam onde denunciar. Segundo desafio é não deixar que a impunidade reine, porque gera desconfiança e descrença”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Ao lado do governador estava a primeira-dama Analine Castro, que anunciou o lançamento de uma cartilha nas redes sociais do Governo do Rio para auxiliar pais e responsáveis na identificação de crimes de abuso infantil. “Estamos lançando uma cartilha com conteúdo que ensinam a reconhecer os sinais desse tipo de violência e com números de emergência onde podemos encontrar ajuda especializada. Ter acesso a essas informações vai nos ajudar a permanecer vigilantes para, ao menor sinal de que uma criança ou um adolescente está sendo vítima, ouvir, acolher e procurar ajuda especializada, para que o crime não fique impune”, disse a primeira-dama.

Durante o evento, o Cristo Redentor e o prédio do Palácio Guanabara foram iluminados na cor laranja, que representa o enfrentamento e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Quarenta e oito anos depois, quantas Aracelis continuam sendo estupradas, abusadas e assassinadas no Brasil? Araceli era uma menina linda, ela foi embora de uma forma violenta. Não é só o abusador da esquina, tem crime organizado, são bilhões de reais por trás da pornografia infantil”, declarou a Ministra Damares Alves, que continuou: “A gente sonha que não seja só o maio laranja, mas que todos os dias sejam laranjas no Brasil”.

Reforçando o comprometimento do Estado em proteger o futuro do Rio de Janeiro, outras secretarias estão desenvolvendo iniciativas para ajudar na prevenção e combate a esse tipo de violência. A Polícia Civil formará, ao final deste mês, 75 agentes no Curso de Capacitação em Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes vítimas ou testemunhas (CCDE). Até hoje, esse curso já formou cerca de 300 agentes, que já fazem esse tipo de atendimento especializado.

Além disso, a Polícia Civil também preparou um workshop com o titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), delegado Adriano França, e com o coordenador do programa Papo de Responsa, inspetor de polícia Beto Chaves.

Alerta ao setor de turismo

A Secretaria de Estado de Turismo, em parceria com a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT) e o Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio (HotéisRio), realiza até o fim deste mês uma ação de conscientização nos hotéis do Rio. Será distribuído material digital conscientizando sobre a questão do turismo sexual, crimes contra menores e canais de denúncia.

Ações da rede estadual envolvem toda a comunidade escolar

Ciente do papel da escola na rede de proteção de crianças e adolescentes, a Secretaria de Estado de Educação tem uma série de recomendações para que educadores saibam identificar situações de abuso e exploração sexual que os alunos possam estar sofrendo. Palestras sobre direitos, oficinas e rodas de conversa são estimuladas para não apenas informar sobre o tema, mas, também, mostrar aos estudantes, pais e comunidade escolar, que a sala de aula, mesmo que virtual, é um espaço seguro. As ações não estão restritas ao 18 de maio, são colocadas em prática permanentemente ao longo do ano.

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