Fiéis lotam igreja de Santo Antônio dos Pobres, no Centro, no dia do santo

Mesmo sem as tradicionais festas do mês de junho, paróquia do 'Santo Casamenteiro' tem longas filas para as missas do domingo

Rio – Em outros tempos, o 13 de junho em pleno domingo seria sinônimo de quermesses lotadas pelas paróquias da cidade, com músicas e comidas típicas das festas juninas. O dia de Santo Antônio é diferente este ano, como foi em 2020, mas nem a pandemia impediu que centenas de fiéis lotassem as igrejas do santo, conhecido como ‘Casamenteiro’ e ‘Pai dos Pobres’. Na paróquia de Santo Antônio dos Pobres, na Rua dos Inválidos, no Centro, há filas para acompanhar as missas ao longo do dia.

A programação na igreja começou às 6h30 e vai até 18h30, com intervalo de 1h30 entre as missas. Provedor da Venerável Irmandade de Santo Antônio dos Pobres, José Queiroga garante que a tradicional distribuição dos pãezinhos de Santo Antônio para os fiéis não vai faltar.

“A representatividade deles é porque Santo Antônio, em Coimbra, Portugal, abdicou de sua fortuna para se dedicar aos pobres, ajudando no milagre da multiplicação dos pães, com a ajuda de Jesus Cristo. Então as pessoas que buscam o pãozinho, não falta o pão nosso de cada dia. É o pão bento de Santo Antônio. E ai, as pessoas costumam guardá-lo ao lado do pote de algum mantimento, arroz, feijão, açúcar, para não faltar comida na mesa”, explica Queiroga.

A paróquia afirma que tem celebrado missas com capacidade reduzida, além de respeitar o distanciamento social entre os bancos. “Estamos com os protocolos de segurança, realizando distanciamento social. O movimento está cheio, mas estamos com capacidade reduzida. Antes tínhamos espaço para 360 fiéis e agora estamos recebendo apenas 120, com a distância de um metro e meio entre eles”, afirma o provedor.

Maria do Socorro Silva, de 62 anos, aniversariante da data, só celebra o aniversário depois que faz seu ato de caridade, promessa para o santo de devoção. “Há 24 anos fiz essa mesma coisa, vim aqui por ter tido um acidente grave na família. Pedi que Santo Antônio me ajudasse, e ele sempre ajudou. Não faço nada de aniversário antes de dar comida para os pobres. Faço isso há 24 anos”, conta Maria do Socorro.

Dedé Mesquita, jornalista de Belém do Pará, mora perto da paróquia e foi despertada pelos fogos da alvorada de Santo Antônio. “Moro há um ano, bem perto da igreja. Hoje acordei com os fogos e imaginei que fosse, conheço a tradição e gosto muito dessas manifestações. Lá em Belém, essa festa de Santo Antônio é gigantesca, existe a trezena. Acho que é uma festa super bonita. Resolvi passar hoje para ver como que estava, a ornamentação, a manifestação religiosa das pessoas”.

Via: O Dia
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