Famílias plantam mais de 40 árvores em homenagem às vítimas da Covid-19 no Rio

Os Bosques da Memória do Rio foram inaugurados neste fim de semana com plantios simbólicos na Alameda Sandra Alvim, no Recreio dos Bandeirantes

Rio – Foi inaugurado neste sábado (12), na Alameda Sandra Alvim, no Recreio dos Bandeirantes, o primeiro Bosque da Memória do Rio, em homenagem às vítimas da Covid-19 e aos profissionais de saúde. Em uma cerimônia ecumênica, ao som de violinos, cerca de 20 famílias plantaram mudas de árvores, simbolizando a despedida de entes queridos. Neste domingo (13), outras 20 árvores serão plantadas, totalizando 43 mudas.

A ação promovida pelo grupo Patativas, adotante da Alameda Sandra Alvim, contou com o apoio da Fundação Parques e Jardins, que preparou os berços, forneceu equipamentos e terra adubada.

De acordo com o presidente da FPJ, Fabiano Carnevale, o projeto Bosques da Memória, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é uma ação muito significativa, pois além de resgatar a cerimônia de despedida, o plantio das árvores também simboliza a esperança.

“Essa pandemia é uma ferida aberta para o país e para o mundo. E atitudes como esta ajudam a cicatrizar essa ferida. O plantio de uma árvore representa o renascimento, é uma ação muito positiva em meio a esse momento tão difícil que estamos vivendo”, disse.

Psicóloga do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Mariana de Abreu Machado falou em nome dos profissionais de saúde que há mais de um ano trabalham bravamente no enfrentamento da pandemia. “A Covid-19 afastou as famílias do ambiente hospitalar e os pacientes foram colocados em nossas mãos para curar, cuidar e aliviar o sofrimento de todos. Estamos aqui para homenagear e agradecer aos profissionais que também foram vítimas da doença e a todos aqueles que continuam trabalhando e cuidando de uma maneira humanizada de todas as pessoas que chegam para a assistência”, explicou a psicóloga.

A cerimônia também contou com a participação do filósofo e capelão do Inca, Bruno Oliveira. “Que o Bosque da Memória represente a continuidade dos laços, do vínculo e do amor”, completou a organizadora do evento e adotante da área, a arquiteta Isabelle de Loys.

Homenagem

Ao som do grupo sinfônico A Quarta Corda, formado por adolescentes do Morro dos Macacos, as famílias plantaram suas mudas, muito emocionadas. Cada família escolheu uma espécie para plantar e as árvores foram identificadas com o nome da pessoa falecida, representando as mais de 25 mil vidas perdidas no Rio e os mais de 45 mil profissionais de saúde da cidade.

Mudas de ipê amarelo, guriri, pau-brasil, pitanga, grumixama, graviola, caju, acerola, aroeira e amora foram doadas por familiares e amigos das vítimas, respeitando o bioma local da Alameda, a vegetação nativa de restinga.

Bosques da Memória

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