Estado do Rio é condenado a indenizar morte do dançarino ‘DG’ em operação policial

Douglas Rafael da Silva Pereira, de 24 anos, era dançarino do programa 'Esquenta', apresentado por Regina Casé, e foi morto por um policial militar em 2014

Douglas era dançarino do programa ‘Esquenta’Reprodução / TV Globo

Rio – O Estado do Rio de Janeiro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) a pagar uma indenização por danos morais e materiais aos familiares do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como ‘DG’, morto, em 2014, por um policial militar durante uma operação policial na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio. A decisão é da juíza Aline Maria Gomes, da 10ª Vara da Fazenda Pública.

Segundo a magistrada, o Estado deve pagar uma pensão à filha do ‘DG’, Laylla Ignacio Pereira, de 11 anos, correspondente a 2/3 do salário recebido em vida pela vítima, até a menina completar 25 anos, com acréscimo de férias e 13º salário. O Estado também foi condenado a pagar, por danos morais, o valor do sepultamento mínimo cobrado pela concessionária vinculada à Prefeitura, que realizou o serviço.

No total, os familiares do dançarino devem receber uma quantia de R$ 250 mil, sendo R$ 100 mil destinados à mãe, Maria de Fátima, outros R$ 100 mil à filha e o R$ 50 mil restantes à demandante do processo, Bruna Leal. Para amenizar a dor da perda do filho e do pai, o Estado deve oferecer à mãe e à filha de ‘DG’ tratamento médico psiquiátrico/psicológico, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Douglas tinha 26 anos na época e era dançarino do programa “Esquenta”, apresentado por Regina Casé, na Rede Globo, aos domingos.

Relembre o caso

‘DG’ foi morto por um policial militar ao tentar se esconder de um confronto entre policiais e traficantes, durante uma operação na comunidade do Morro Pavão-Pavãozinho. O corpo do dançarino foi encontrado dentro da creche Lar de Pierina com marcas de entrada de tiro nas costas e de saída, no ombro. Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), o dançarino morreu de “hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente”.

A Polícia Civil, na época, informou que o laudo do crime constatou morte por queda. No entanto, em menos de 24h, reconfirmou a morte por disparo de arma de fogo. 

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