Ecko mantinha ‘patrocínios’ a time de pelada, herança do irmão Carlinhos

Inteligência da Polícia Civil aponta que miliciano distribuía joias e dinheiro a jogadores do time amador da comunidade Três Pontes, que disputa torneios de bairro

Rio – Os torneios de peladas no campo do Sete de Abril, em Paciência, Zona Oeste do Rio, reúnem centenas de pessoas nos alambrados. Atletas amadores e até ex-profissionais batem bola aos finais de semana, com direito a troféu e narração ao vivo. Anos atrás, em tempos de menos fama nas páginas de jornais, quem dava as caras pelo Três Pontes era a dupla de irmãos milicianos Carlos Alexandre da Silva Braga, Carlinhos Três Pontes, e Wellington da Silva Braga, o Ecko. Informações de inteligência da Draco-IE (Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) apontam que Ecko tinha o hábito de distribuir premiação em dinheiro e cordões de ouro aos jogadores, numa espécie de ‘bicho’ do poder miliciano.

No último campeonato, mês passado, Ecko presenteou alguns peladeiros do time que representa a comunidade de Três Pontes. A distribuição de mimos valiosos, aliás, era um costume pessoal. No último sábado (12), dia da captura e morte do miliciano, a Polícia Civil encontrou um cordão de ouro que seria dado para a esposa como presente de Dia dos Namorados. 

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