Ecko comprou R$ 100 mil em cestas básicas para monopolizar venda na Zona Oeste

Anotações obtidas em caderno de miliciano mostra que criminoso também realizava empréstimos que chegavam a R$ 50 mil

Rio – Além da cobrança de taxas ilegais de segurança para moradores e comerciantes, a milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, também investia na monopolização da venda de cestas básicas em comunidades dominadas da Zona Oeste. Uma das anotações encontradas no caderno do miliciano, morto no último sábado (12) pela Polícia Civil, revela a compra de R$ 100 mil em cestas básicas.

Como revelado pelo DIA, horas antes da operação Dia dos Namorados, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) informaram que já estavam monitorando essa movimentação. Em uma outra apuração da especializada, antes da morte de Ecko, o grupo miliciano armou um esquema de agiotagem, realizando empréstimos de dinheiro sob juros abusivos. No caderno apreendido, uma anotação de Ecko mostra que os empréstimos chegavam a R$ 50 mil para uma única pessoa.

A Polícia Civil do Rio acredita que o caderno apreendido na casa do miliciano, com cerca de 60 páginas com anotações de repasse de armamento de guerra e munições, possa ajudar no andamento das investigações da Força-Tarefa montada para desarticular os principais braços financeiros que eram mantidos pelo criminoso.

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