Corpo de mototaxista baleado na Cidade de Deus será enterrado nesta quinta-feira; família pede justiça

Edvaldo Viana, 42 anos, e um homem que estava na garupa da moto foram baleados por policiais, na noite de terça-feira (18) debaixo de um viaduto que dá acesso à comunidade

Policia – Familiares de Edvaldo Viana, de 42 anos, foram no IML para a liberaçao do corpo e pedem por justiça. Alem dele, uma segunda pessoa tambem morreu baleada. Edvaldo Viana, de 42 anos, foi morto na noite desta terça-feira (18), na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. O mototaxista e um homem que estava na garupa da moto foram baleados debaixo de um viaduto que da acesso a comunidade. Moradores acusam a PM pelas duas mortes. Na foto, Mirian dos Santos, 49 anos. Esposa da vitima.Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Rio – O corpo do mototaxista, morto na Cidade de Deus, na Zona Oeste, será enterrado nesta quinta-feira (20). Segundo a família, a cerimônia será às 15h no Cemitério  São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Central do Rio. Edvaldo Viana, de 42 anos, e um homem que estava na garupa da moto foram baleados debaixo de um viaduto que dá acesso à comunidade. Moradores acusam a PM pelas duas mortes.

“A polícia mata mais inocente do que prende bandidos. Queremos saber aonde isso vai parar, um inocente vai pra rua e está sendo morto nas mãos da polícia”, questiona a esposa de Edvaldo, a auxiliar de professora Mirian dos Santos, 49 anos, que esteve no Instituto Médico Legal na manhã de quarta-feira (19) para a liberação do corpo do marido.

Segundo ela, o marido fazia a última corrida do dia e iria para casa. Testemunhas contaram que Edvaldo parou a moto durante a abordagem, mas mesmo assim acabou baleado.

“Mais um inocente morrendo, eu só quero justiça. Quem fez isso com meu marido, inocente, vai pagar”, disse a mulher.

Edvaldo é natural de Maceió e veio para o Rio de janeiro para trabalhar. Na Cidade de Deus, conheceu Mirian. O casal não tem filhos, mas Edvaldo é pai de dois filhos que moram em Maceió.

Um dos enteados do mototaxista, Paulo Henrique dos Santos Duarte, de 29 anos, disse que soube da morte do padrasto por um homem que esteve na casa dele para contar sobre o ocorrido e foi hostilizado pelos PMs.

“A gente chegou lá e os policiais disseram que ‘os dois gansos já foram levados’. Uma pessoa me disse que meu padrasto parou a moto e os policiais atiraram de dentro do carro. Eles levaram para o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, podendo levar eles para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra”, questionou Paulo Henrique.

Manifestação

Um grupo de mototaxistas fez, na noite de quarta-feira, uma passeata contra a morte de Edvaldo. Segundo informações, o ato aconteceu de forma pacífica exatamente no local onde aconteceu o crime.

Além de Edvaldo, um passageiro que estava na garupa da moto com ele também foi atingido e morto pelos policiais militares. Ele ainda não teve o nome divulgado.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra policiais arrastando um dos corpos para a caçamba de uma viatura que estava estacionada na Rua Edgard Werneck. A PM abriu um procedimento interno para apurar o caso.

Um fuzil utilizado pelos policiais foi apreendido e passará por confronto de balística. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, os policiais prestaram depoimento entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira na sede da Delegacia de Homicídios da Capital.

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