Caso Emily e Rebeca: Seis meses do crime é marcado por falta de respostas

Familiares e amigos se reuniram na Praça do pacificador, no Centro de Duque de Caxias, para cobrar respostas das autoridades

Rebeca e Emily, mortas enquanto brincavam ao lado das mãesreprodução

Rio – Seis meses após o crime que tirou a vidas das primas Emily Victoria, de 4 anos, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de 7 anos, familiares seguem tentando descobrir de onde partiram os disparos que mataram as duas meninas, que brincavam na porta de casa, na comunidade Barro Vermelho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Nesta sexta-feira (4), familiares e amigos se reuniram na Praça do pacificador, no Centro de Duque de Caxias, para cobrar respostas das autoridades. As meninas brincavam na porta de casa, ao lado das mães que conversavam, quando policiais militares tentaram abordar duas pessoas que estavam em uma motocicleta. Elas foram atingidas por um único tiro de fuzil.

Na época, testemunhas contaram ter visto o disparo partir de um carro da PM. Os depoimentos na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), tanto de policiais quanto de vizinhos das primas, são unânimes: não havia criminosos armados ou confronto no momento em que os disparos atingiram as primas, na Rua Binha, próxima a Avenida Gomes Freire. A via é citada por testemunhas como o local de onde os tiros teriam sido disparados pelos PMs.

Policiais negaram disparos

Todos os cinco policiais ouvidos afirmaram que estavam na região para tentar recuperar um carro roubado, que alegaram que estava na comunidade do Sapinho, e negaram ter disparado qualquer tiro naquela noite.

Os PMs disseram que não conseguiram achar o carro roubado e voltaram à base onde estavam, na Avenida Gomes Freire. Só depois disso, ouviram os disparos. Só depois, souberam pelo rádio que duas crianças haviam sido baleadas.

Via: O Dia
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