Ação policial que terminou com morte de jovem grávida no Lins foi irregular, diz presidente de comissão da OAB

Álvaro Quintão diz que estratégia conhecida como 'cavalo de Tróia' utilizada por PMs, segundo testemunhas, é possível. 'Se houvesse protocolo, não haveria uma vítima morta', afirma

Rio – Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Álvaro Quintão, a ação policial que terminou com a morte da jovem grávida Kathlen Romeu, 24, na última terça-feira (8), foi irregular. “Se os policiais estavam nesta ação dentro da favela, foi irregular porque não comunicaram ao Ministério Público e a PM negou a operação, por outro lado, se os policiais estavam em operação à revelia do comando da PM, também se trata de uma operação irregular”, afirma o presidente.

A OAB acompanha o caso e esteve no reconhecimento do corpo da jovem no Instituto Médico-Legal. Representantes da ordem foram informados por testemunhas de que os policiais realizaram uma estratégia conhecida como “cavalo de tróia”, conforme antecipado pelo Dia. Os agentes, segundo os relatos, estavam dentro de uma casa aguardando a aparição de criminosos em frente a um ponto de venda de drogas. Questionada, a PM não respondeu se os agentes adotaram essa estratégia.

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