Ação na Justiça pede que Copa América não seja realizada no Rio

Pedido afirma que a realização do torneio no estado coloca as populações carioca e fluminense em risco por causa da situação da pandemia

Copa América será em junho e julho no BrasilLucas Figueiredo / CBF

Rio – Uma ação protocolada na Justiça, nesta segunda-feira, pede que a Copa América não seja realizada no Rio de Janeiro. Representado pelo deputado estadual Flávio Serafini (Psol), o pedido afirma que a realização do torneio no estado coloca as populações carioca e fluminense em risco por causa da situação da pandemia. Durante o período, 884.936 casos foram confirmados e 51.540 pessoas morreram pelo novo coronavírus no estado.

“Neste sentido, colocar, atletas, jornalistas, profissionais de limpeza e segurança, bem como demais profissionais que atuarão nos jogos, provenientes de diferentes partes do mundo, promove o aumento do contágio, bem como sua interação acaba aumentando o risco de surgimento de novas Cepas”, argumentou.

Nesta sexta-feira, durante a coletiva de apresentação do 22° Boletim Epidemiológico da covid-19, o prefeito Eduardo Paes afirmou que não foi consultado formalmente e que o município não tem envolvimento com a decisão de realizar os jogos da Copa América.

“Não vimos vantagem nenhuma em realizar os jogos da Copa América. A prefeitura do Rio não tem absolutamente nada a ver com a decisão de realizar esses jogos no Brasil, aliás, não houve qualquer consulta formal. O que eu imagino é que eles estejam se guiando pelo decreto em vigor na cidade, que permite a prática de jogos de futebol sem torcida. O que está em vigor até 14 de junho é isso. Se até lá a situação se agravar e o decreto mudar, acabou. Eu imagino que eles tenham olhado os critérios no Rio”, disse.

A Copa América está prevista para começar no próximo domingo, 13, e irá terminar no dia 10 julho. Ao todo, a expectativa é de que sejam disputadas 28 partidas durante todo o torneio, com maior número no Rio. O Brasil foi escolhido para sediar a competição após rejeição da Argentina e Colômbia. 

Via: O Dia
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