A rotina do não

Tarcila com os filhos, e Wagner, na época em que trabalhava: os dois desempregados
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Marido e mulher dentro de casa… O dia não passa e o telefone não toca, a resposta não vem e o não é certo. Há 1 ano e 4 meses essa é a rotina na casa de Tarcila e do Wagner, moradores da Colônia Juliano Moreira, na Taquara.

“Meu marido é eletricista e bombeiro hidráulico, mas desde que começou a pandemia tá sem trabalho. Ele aceita qualquer coisa, porteiro, auxiliar de serviços gerais. Tá tudo muito difícil”, conta Tarcila, que não pode trabalhar porque tem um filho de 8 anos e a filha de 7 anos, que é cadeirante.

Para pra pensar… Os dois desempregados!

Rodrigo Paraguassú é um outro exemplo de quem não se conforma com a realidade da falta de oportunidade.

Ele já perdeu as contas de quantos currículos mandou, entregou em mãos e nada!

Ele conta que tem filha pequena, que é a sua grande preocupação, e que por isso nem coloca mais uma função específica. Em empresas grandes, coloca: “Aceito de office boy a estoquista e repositor”.

“Realmente está muito difícil”, desabafa ele.

Muitos especialistas em RH diriam que é um erro. Para conseguir emprego, é preciso saber o que quer e não ser vago!

O problema é que o desempregado brasileiro é um desalentado iminente. Para ele, basta a segunda-feira voltar a ter o mesmo significado de sempre. Aliás, até saudade de reclamar da segunda-feira eles relatam!

A vida virou um grande final de semana, sem fim e sem dinheiro.

Nos currículos da maioria dos desempregados e desempregadas, um fator em comum: pais desesperados.

A “rotina do não” traz não só um impacto econômico, como também social nas famílias e relacionamentos.

Algumas famílias que não puderam mais pagar aluguel, se separaram para se abrigarem em casas de parentes.

Uma série de efeitos colaterais que foram agravados com a pandemia, mas que não se pode culpar só o vírus!

As pessoas analisam muitas vezes as manchetes erradas. O aumento de microempreendedores, sem garantias e direitos, é mais um retrato do desespero do brasileiro em busca de dinheiro. Talento pra montar seu próprio negócio, sim, eles têm, mas falta o principal, que é grana!

O Brasil não está atrativo para o mercado internacional por “N” motivos e infelizmente só quem descapitaliza a gente sabe bem quem é… Você.

TÁ INFESTADO!

Óh, o negócio não tá fácil lá no Conjunto da COHAB, em Realengo.

Segundo os moradores, o local tá cheio de mosquito e pior, lotado de água parada, causando o que todo mundo já sabe: Dengue, Zika, Chikungunya…

“A gente tá no maior sufoco aqui, e queria uma ajuda da prefeitura, porque o fumacê só passa quando quer. Tá fazendo calor, e no conjunto tem criança, idoso.. Isso preocupa”, conta o morador Antônio Carlos Vento.

Alô, Dona Prefeitura! Bora dar um rolé por lá? Não é porque o vírus da covid tá aí que pode esquecer dos outros problemas. Uma doença não anula as outras.

E é claro que o povo também tem que fazer o dever de casa. Não é novidade alguma evitar pratinho com água parada e lixo acumulado.

Se todo mundo fizer direitinho o dever de casa, fica fácil acabar com o mosquito!

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito… Lembra da dengue? Ela não sumiu, e tenho dito.

Via: O Dia
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