‘A gente tinha planos de se reencontrar’, lamenta amigo de vítima do desabamento em Rio das Pedras

Corpo de Natan Souza Gomes foi encontrado sob os escombros do imóvel; filha também morreu

Natan GomesRedes sociais

Rio – Amigos de Natan Souza Gomes acompanharam com angústia e à distância o trabalho do Corpo de Bombeiros para resgatá-lo. O homem de 30 anos foi uma das vítimas do desabamento de um imóvel de quatro andares em Rio das Pedras. O corpo de Natan foi retirado no início da tarde pela Defesa Civil. A filha, Maitê, de aproximadamente dois anos, também não resistiu. Kiara Abreu, a mãe, foi levada para o hospital Miguel Couto.

O trabalho do Corpo de Bombeiros para resgatar a família durou nove horas. Amigos de Natan assistiam pela televisão, emocionados. Aline Silva, colega dos tempos de Colégio estadual Vicente Januzzi, sofreu em tempo real.

“Não acompanhei pela televisão, mas amigos me mandaram mensagem constantemente. Foi muito difícil. Na hora que noticiaram que ele estava morto, estava na ligação com uma amiga”, afirmou Aline. “Conversei com ele há duas semanas, e estava tudo bem até então”, contou

Rafael Sadik, também amigo de escola, tinha planos de conhecer a pequena Maitê, filha de Natan. “Eu estudei junto com o Natan no segundo e terceiro ano do Ensino Médio. Depois disso, perdemos um pouco o contato. Fui até convidado para o aniversário da filha dele, mas não pude ir. O contato ultimamente era por Whatsapp”, diz Sadik.

“A gente tinha o plano de se encontrar para eu conhecer a filhinha dele no ano passado, mas não deu e conversamos pelo Zoom. Era um amigo querido”.

Natan era dono de uma lan house que ficava no térreo do imóvel. Ele morava com a família no primeiro andar – a construção tinha quatro. A família estava em um mesmo cômodo, que seria o quarto, segundo agentes que participaram do resgate.

“Natan sempre foi uma pessoa muito querida por todas, eu o tinha como irmão. Temos várias postagens um falando isso pro outro. Estamos todos do grupo do colégio buscando forças pra levar o que de melhor ele sempre teve: a amizade, o carisma. Tive o privilégio de ter essa amizade por mais tempo e sei o quão boa pessoa ele era”, desabafa Aline, que morou na Muzema por alguns anos, mas vive em Minas Gerais. A colega pretende retornar ao Rio para acompanhar o enterro, ainda sem data e local definidos.

Via: O Dia
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